quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Resenha - O Hipnotista (Lars Kepler)

Título: O hipnotista
Autor: Lars Kepler
Editora: Intrínseca

Sinopse da livraria:

O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a política sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque.
Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark - especialista em pacientes psicologicamente traumatizados - a hipnotizar o garoto, esperando descobrir o assassino através das lembranças da vítima. é o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.

Resenha:

Esse livro me foi indicado em um dos grupos de leitura que participo. Quando disse gostar de histórias de investigação policial, me indicaram esse e resolvi conferir.

A história se passa em Tumba, Suécia, e tudo começa com um horrível triplo homicídio. O criminoso está foragido e o detetive Joona Linna precisa encontrá-lo para proteger o único sobrevivente, e sua irmã que não estava na casa onde ocorreram os homicídios. O garoto sobrevivente teve a família exterminada em sua presença e após o acontecido e, mesmo tendo recebido diversas facadas pelo corpo, sobreviveu e é a única testemunha. O detetive Jonna Linna precisa de informações que somente o garoto tem, mas ele está hospitalizado em estado de choque, assim o detetive convence o Dr. Erik Maria Bark a hipnotizar o garoto.
O trabalho com a hipnose desenvolvido pelo Dr. Erik foi questionado no passado, onde uma equipe do hospital o classificou como capaz de criar danos psicológicos em seus pacientes e com isso foi proibido de continuar seu trabalho, e o Dr. Erik prometeu a si mesmo nunca mais hipnotizar ninguém. Mas ele quebra essa promessa após a insistência do detetive em ajudá-lo a desvendar esses homicídios. Quando o Dr. Erik hipnotiza a vítima se inicia diversos fatos que põem em risco a vida de várias pessoas, inclusive colocando em perigo sua família e sua carreira.

A história é muito bem explicada e dividida, os autores ligam passado e presente de forma bem clara para que possamos entender todos os fatos da narrativa.
Mas é preciso muita atenção as histórias paralelas, já que os autores misturam acontecimentos atuais com fatos passados há 10 anos, e o fato de ter vários personagens e vários núcleos paralelos pode levar alguns leitores a desistir da leitura, mas os autores conseguem fechar tudo muito bem. Há passagens um pouco demoradas, como contar em mais de dois capítulos como foi o trabalho com o grupo de hipnose que o Dr. Erik Maria Bark desenvolveu e o por quê de ter sido proibido de seguir com sua pesquisa.
Mesmo os autores detalhando algumas passagens, utilizando muitos personagens e núcleos eu não achei a história maçante, pelo contrário.

É o tipo de livro que me prende porque faz com que acompanhe a investigação e junto com os personagens tentar desvendar os mistérios.

Os personagens são bem descritos, profundos e verdadeiros. Os autores nos dão personagens de verdade, personagens fortes e fracos, determinados e sensíveis. Apenas senti falta de conhecer um pouco mais do detetive Joona Linna já que alguns fatos de seu passado não foram totalmente explicados, e sendo ele o personagem principal achei que ele ficou várias partes do livro em segundo plano. A história toda se focalizou no Dr. Erik, mas como o título do livro já nos diz a história realmente é dele.
Já tem publicado no Brasil outro livro com o detetive Joona Linna e espero que tenha mais livros dos autores com ele.

É um livro super válido para quem gosta de histórias policias, de suspense, de cenas violentas e com uma boa pitada de thriller psicológico. Entrar na mente de médicos, policiais e assassinos e procurar entender qual a dinâmica que cada um deles desenvolve para um mesmo crime.
A leitura me prendeu do início ao fim. Queria ler o livro todo de uma só vez, se eu tivesse mais tempo com certeza teria lido em apenas um dia.

Quotes:

“ ‘O passado não está morto, não é sequer passado’, eu dizia com frequência, citando William Faulkner. Queria dizer que todas as pequenas coisas que acontecem às pessoas permanecem com elas por toda a vida. As experiências influenciam cada uma de nossas escolhas. No caso de experiências traumáticas, o passado ocupa quase todo o espaço disponível no presente.” (Pág. 299)

“É preciso entender que algumas vezes o grau de coação é tão grande que uma pessoa é forçada a cometer atos terríveis. A vítima se torna o agressor pelo próprio processo de vitimização.” (Pág. 309)


Sobre os autores:

Lars Kepler é o pseudônimo de Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril, um casal sueco que escreve em conjunto. O seu estilo de livros é o romance policial.

Livros publicados no Brasil:

O hipnotista
O pesadelo

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